Café de domingo

Durante a minha infância, até os doze anos, meus domingos eram reservados para visitar meus avós paternos. Eu ia com meus pais e irmã religiosamente, todas as tardes de domingo, independente de chuva ou sol.
A conversa ia e vinha na casa dos meus avós, mesmo que às vezes eu insistisse com meu pai para voltar mais cedo, pois queria jogar vídeo-game. Contudo, nunca íamos embora sem antes desfrutarmos de um típico café da tarde em família.
O café era simples, mas repleto de carinho. O pão francês quentinho, a fatia de queijo, o presunto e o cheirinho de café passado na hora, de um jeito especial que ninguém mais fazia. Um café forte, doce e com espuminha em cima, do jeito que eu gostava.


Ano novo, livro de contos de terror & novo projeto

Olá pessoal!

Criei vergonha na cara para tirar as teias de aranha daqui! Infelizmente o ano que passou foi um pouco complicado e meu tempo livre foi praticamente zero. Mas para o novo ano já há vários projetos em andamento, e um deles é atualizar o blog com frequência.

Primeiro gostaria de convidar a todos para conhecer meu segundo livro de contos de terror, que acabei de publicar no Amazon: Janela para Outro Mundo: Contos fantásticos.


São dez contos fantásticos com pitadas de terror, suspense e passagens de tirar o fôlego, com inspiração em autores como - o mestre - Stephen King, Joe Hill, Holly Black, entre outros. Para adquirir basta acessar o link abaixo e conhecer um pouco das coisas estranhas que se passam em minha mente rs.

Sinopse: Janela para outro Mundo reúne contos que mesclam fantasia e terror, transportando o leitor para dimensões desconhecidas e fazendo-o se perguntar se a fantasia está tão longe assim da realidade. Boa viagem...
Valor: R$ 1,99
Adquira já: https://www.amazon.com.br/dp/B01MU79UZL

Também gostaria de compartilhar meu novo projeto em andamento, voltado para crônicas reflexivas - que, cá entre nós, sou apaixonada! - mas que não irei revelar o nome ainda, rs, que segue a mesma linha das crônicas que (voltarei) a postar aqui. Em breve divulgo as novidades!

A Joaninha

Foi numa terça-feira ensolarada que recebi a sua visita. Tão pequenina a joaninha que pousou em minha mão. De forma tão natural, me pareceu que ela havia esperado o dia todo justamente para me encontrar ali, sentada no estreito banco de madeira em frente ao lago calmo do Parque dos Macaquinhos, a quilômetros de distância da minha cidade natal.
Com a palma da mão estendida, observei a delicadeza da pequena criaturinha, que parecia me encarar de volta com seus diminutos olhos. Seu corpo era de um tom laranja avermelhado, assemelhando-se ao por do sol nas noites serenas de outono.  Suas pintinhas pretas me lembravam os pingos dos is que eu costumava escrever quando era mais nova, em formato de bolinha ao invés de pingos. A joaninha era repleta de bolinhas, de tamanhos e formatos irregulares, exatamente como a escrita de uma criança.

Névoa

A poesia está nos olhos do fraco
Na desesperança do futuro embargado
Na cinza pálida que cobre as manhãs
Enevoadas

Da janela aberta só entra angústia
Longe dela, o sol, a brisa, a vista da rua
O espelho da alma, distante, reflete
Tão perto de mim

A neblina encobre a poesia
Da varanda, palavras vazias
O primeiro raio que brilha, instiga
Janela para um mundo nebuloso...


Sopro

Acordei querendo sentir aquela euforia de que o mundo é meu, de que o ar que inspiro é repleto de poesia, diminutas partículas de vida que instigam meu cérebro, como cafeína.
Acordei querendo sentir que o momento é agora, que o presente é a maior dádiva que poderíamos ganhar, que o futuro é só uma partícula de poeira ao vento. Que essa partícula somos nós, dançando e sendo levados para onde for preciso, atravessando os quatro cantos de um mundo tão vasto, tão belo, tão plano.

Significância

Se me perguntarem hoje o que é a vida, acho que não consigo pensar em nenhuma resposta pronta. O sentido da mesma? Sei menos ainda. Mas se há algo em que acredito é que estamos aqui por algum motivo que não o de apenas existir.
Aliás, hoje também resolvi fazer algumas contas. Sei que um dia tem 24 horas e um ano 365 dias. Se considerarmos a média de vida do homem de 70 anos, então teremos 25.550 dias e 613.200 horas a serem vividas. Poxa, é tempo demais para não significar nada.

Quando tudo vai pelos ares

Ficar triste? Não adianta.
Desanimar, chutar a parede, gritar aos quatro ventos? Nada disso muda nadinha de nada.
Nosso mal é pensar que temos uma vida segura e estável, seja no âmbito amoroso, financeiro ou profissional. Achamos que podemos controlar tudo ao nosso redor, mas não damos conta de que nossa vida é um castelo de cartas e, quando menos esperamos, vem uma lufada de vento e leva tudo pelos ares.
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Criado por: Andréa Bistafa.
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