Pegue leve

Decidi pegar mais leve comigo mesma e com a vida de uma forma geral. Tive tempo para pensar, acorrentada em mim mesma e aos meus pensamentos. A vida não é uma competição, uma disputa, tampouco uma guerra. Não precisamos ser melhores do que ninguém, muito menos provar nada a ninguém. E, para ser o melhor de nós mesmos, talvez devêssemos abrir mão das nossas próprias exigências.
Em qual parte do caminho passei a ser tão rígida comigo mesma? Ganhar é importante, mas, às vezes, podemos apenas estar na disputa. Longe de mim desencorajar alguém, até porque todos temos objetivos a cumprir. Refiro-me a olhar a vida com mais serenidade, afinal, as últimas cenas que recordaremos quando nosso tempo se extinguir desse mundo serão as que valeram à pena. As que nos fizeram sorrir e agradecer por estarmos vivos.
Devemos batalhar para colher nossos frutos de forma justa. Mas, às vezes, a alma leve compensa mais do que uma disputa acirrada com quem quer que seja. Nem sempre as horas extras compensam a companhia perdida dos filhos, aquela visita aos amigos, o jantar em família. As horas passam rápido e, quando percebemos, já perdemos metade do nosso dia, metade das nossas vidas. Podemos usar o tempo de forma sábia, a nosso favor e não contra. Sabermos onde estamos e aonde queremos chegar, sem deixarmos de viver no caminho até lá. Nossas lembranças talvez sejam a única posse que realmente teremos, para sempre. E não os bens materiais, o status, a popularidade ou a opinião dos demais.

Especial Sexta-Feira 13

Olá!

Como alguns já sabem, além de crônicas eu também escrevo contos (na maioria de terror e suspense), mas não costumo postá-los aqui, pois prefiro deixá-los para publicação (em coletâneas de editoras ou no meu próprio livro de contos futuramente). Mas como hoje é sexta-feira 13 e não queria passar em branco, resolvi postar um conto que escrevi baseado em fatos reais, sobre o misterioso caso que permeou o imaginário de uma cidade toda por vários dias. Então, se tiverem coragem, continuem lendo! :)

Tempestade de Mim

Gosto de olhar a chuva pela janela do meu prédio. A forma como as gotas caem do céu e percorrem os arranha-céus até tocarem o chão. Consigo passar horas contemplando esse percurso repetitivo e refletindo sobre os pequenos pingos e gotículas da minha vida.
Encontro a mim mesma entre o céu nublado e carregado de nuvens, ora cinzas, ora brancas. Sinto a brisa fresca tocar minha pele, arrepiar os pelos do meu corpo e acariciar minha coluna vertebral como um fantasma. Não ligo. O vento frio aumenta meu torpor e me faz encarar o céu com ainda mais convicção.
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Criado por: Andréa Bistafa.
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